segunda-feira, 20 de junho de 2011

Maldita vida


Ah! alma minha
Alma a sofrer
Lagrimas na escuridão
Dores no silencio

Corpo em stigmas
Marcas herdadas
Corpo e alma
Dolorosa e sofrida
Vida maldita

O corpo grita
Por não mais resistir
A alma chora
O fervor de um sofrer

Ah! Vida maldita
Do rosto tira o sorriso
Dos olhos, o brilho
Do corpo, a energia
Da alma, o viver

Maldita! Maldita!
Matando a essência
Vida dolorida
Alma sofrida
Lagrimas em rios
Esperanças perdidas

Maldição entranhada
Pobre alma a sofrer
Dores e lagrimas
Imensa solidão
De um caminhar só



14/04/2011

Declínio


O desgostar
Na ausência
Dos beijos
Dos lábios teus
Nos lábios meus

O não prazer
Na distancia
Da junção carnal
Do corpo teu
No corpo meu

O não desejo
Que deprime
De ti
Por mim

A não satisfação
No afastamento
Dos olhos teus
Em direção aos olhos meus

O descontentamento
Na frieza
Do teu eu
Em relação ao eu meu

A tristeza
Qual assola
No não querer
Em me querer

A não facilidade
Onde afundo-me
Sem você, ao
Meu lado, mais estar...



10/05/2011

Pensar


Não entendo esta tua fuga
Correndo de mim
Sem mais querer me ver

Não compreendo esta tua distância
Afastando o corpo teu
Do pobre corpo meu

Não aceito esta frieza tua
Apagando a menor chama
Que ainda venha a se acender
Entre eu e você

Não vejo o por quê?
Deste teu pensar
Deste teu agir
Em de mim, vir a se afastar

Não sei o que é pior
Se o não te conhecer
Ou o não mais te ter

Mas este sentimento
Qual por te tenho
Esta a me corroer
E no peito meu a doer


E vivo a pensar
Se, pra mim, seria melhor
Jamais ter te conhecido
Ou jamais ter te perdido




17/06/2011