quinta-feira, 17 de março de 2011

A poesia e o poeta


O romantismo morre
Degradando ao segundo
Degradando aos minutos
Morre o romantismo


O poeta romântico morre
Crime em milionésimos
Milionésimos de segundos
Morre o poeta romântico


Insensíveis são as mulheres
Que matam a poesia
Que matam o poeta
As mulheres são insensíveis


A poesia às enaltecem
O poeta às cortejam
E elas, frias, frias...
As então o desprezam


Não há! Não haverá!
Um só romântico
Na face desta terra
A mulher os matou


Morre a poesia
Morre o poeta
A fome os devorarão
Fome por uma mulher


Não mais aquentam, os braços
Me acabo na mão
Morro clamando-te
Morro declamando-a, a ti


A chama poética se apaga
Com a frieza da mulher
Atormentando a mente poética
Morre a poesia
Morre o poeta


Eis dado o lado
Feita a necropsia
Em resultado efetivo
Morta a poesia
Morto o poeta


Extintas da existência
Imposição cruel
Pobres são:
A poesia e o poeta.


E.S.G.C.

Um comentário:

  1. Sim, pobres os poetas que amam a projeção de um amor, tão perfeito que fere, que agride, que mata os pobres poetas..

    Mas que viva a rica poesia que nada tem de pobre ao reproduzir o grande amor feito de dor e calor, que do abstrato concretiza-se numa linda, e talvez, fria flor.

    E que os romanticos vivam e sintam e que morram em sua propria sina a viver de amor.

    Bull

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